segunda-feira, 12 de março de 2012

Aulas de Danças Circulares




Falando um pouco das Danças Circulares


Nas danças de roda ou danças circulares temos, além do resgate folclórico, a expressão corporal, a harmonia, a sociabilização, a religação com o sagrado e o vivenciar do círculo. Elas sempre estiveram presentes em diversas culturas, em todas as partes do mundo. A diferença entre as danças circulares e as danças de roda reside no fato de que, embora ambas se processem em círculos, as primeiras apresentam uma simbologia característica, tendo uma ligação com religio, com a manifestação divina; enquanto que as segundas se apresentam de forma lúdica, retratando o folclore e a tradição, explorando muitas vezes o simples “brincar” ou mesmo estruturas bem coreografadas. 



Aulas:

Al Qamar Espaço de Danças - Rua Domingos de Morais, 1497 - sobreloja Vila Mariana - SP 

Feminino Essencial -Rua Domingos de Morais, 765 (prédio), cj 04 - Ao lado do metrô Ana Rosa




quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dança da Deusa ou do Buda de Mil Mãos

A DANÇA DAS MIL MÃOS

Dançarinas do Grupo de Artes Performativas da Associação Chinesa de Pessoas com Deficiência exibem o seu número mais conhecido, a dança Qianshou Kuanyin, Bodhisattva de 1000 mãos, ou As Mil Mãos-Guanyin.
Uma dança impressinante, prende a atenção de todos, pois são 21 dançarinas surdas e mudas trajadas de dourado, formando uma fila vertical e 42 braços promovem diferentes gestos simultaneamente, levando a todos a imagem do Buda de Mil Mãos, encontrada em muitas grutas da China. Baseando-se somente nos sinais dos formadores nas quatro esquinas do cenário, estas extraordinárias bailarinas oferecem um grande espetáculo visual.


O seu primeiro grande début internacional foi em Atenas na cerimônia de encerramento dos Jogos Paraolímpicos de 2004, mas tem estado desde há muito tempo no repertório da Chinese Disabled Peoples Performing Art e já viajou a mais de 40 países.

A sua primeira bailarina, Tai Lihua, tem 29 anos de idade e possui um BA pelo Instituto de Belas Artes de Hubei.
A dança maravilhosa foi criada por um famoso coreógrafo chinês, Zhang Jigang.

Vale a pena ver, um espetáculo mágico e com extrema sensibilidade.




sexta-feira, 1 de abril de 2011

Abertura do novo Espaço Terapêutico e Livraria - Centro de Estudos Universais

Hora
sexta, 8 de abril · 17:30 - 22:00

Localização
Centro de Estudos Universais - AUM
Rua Araçari, 218 – Itaim Bibi


Programação:

• 17h30 – Abertura do Espaço com Glaucia Rodrigues

• 18h – "Danças Circulares" com Nadir Tiveron, Maria Luiza Costacurta D´Almeida e Estela Maria Gomes

• 19h – Intervalo

• 19h30 – "Outras terras, outros sons", oficina com Magda Pucci (Mawaca)

• 20h30 às 21h – ORE MBORAI PORÃ PAWE RAYU PARE, cantos sagrados das crianças guaranis pela paz da humanidade – Aldeia Guarani Tekoá Itanhaen (SC)

• 21h – "Nós", apresentação dos jovens do grupo "OCA DANÇA", da OCA - Associação da Aldeia de Carapicuíba (SP)

Confira a programação do espaço: http://www.ceuaum.org.br/espaco/jin-shin.htm
Mais informações: +55 (11) 3071-3842
Evento gratuito.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Islã: Arte e Civilização


A mostra reúne mais de 300 obras que contam 1.400 anos da história do Islã. Acervos do Museu Nacional de Damasco, Museu Aleppo e Palácio Azem, da Síria, e peças do Museu Nacional do Irã, Museu Reza Abassi e Museu do Tapete, no Irã. A exposição também traz ao público obras pertencentes ao acervo da Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul-Países Árabes (BibliASPA) oriundas do Marrocos, Mauritânia, Líbia, Líbano, Burkina Faso e Brasil, além de peças do Mali, Níger e Nigéria, da Casa das Áfricas. 

Horário: Terça a domingo | 10h às 20h
Locais: Subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º andares | Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
Recepção/Informações: Terça a domingo, das 10h às 20h | Telefones: (11) 3113-3651/52
Classificação: Livre
Entrada Franca

Mais informações:
http://www.bb.com.br/


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dança dos Sete Véus: algumas considerações...

Há tempos tenho ouvido e lido várias histórias a respeito desta dança. Dizem que teve origem com a dança de Salomé (personagem bíblica que consegue a cabeça de João Batista em uma bandeja de prata mediante seu pedido ao rei Herodes), outros dizem que sua relação é com os chakras (que cada véu e sua cor representam um chakra e que, ao tirá-lo, você estaria conseguindo se purificar).
Acontece que em nenhuma bíblia é mencionado como foi a dança feita por Salomé e muito menos que utilizou sete véus (mesmo na versão original em grego do novo Testamento).
Pensando nas histórias, vemos uma questão ambígua:
Se Salomé dança para seduzir Herodes, onde está o grau de purificação feita então pela dança dos sete véus, se assim pudesse ser associada aos chakras? E há ainda, o que os “Chakras”, conceito proveniente da cultura indiana tem a ver com a cultura oriental árabe?
Tratando-se da cultura oriental árabe, sua região e sua antiguidade, podemos pensar na Mitologia babilônica para nos aproximarmos mais de uma possibilidade de interpretação desta dança tão enigmática.
Acredito que podemos associar a dança dos sete véus ao mito de Ishtar (deusa do panteão babilônico, anteriormente com o nome de Inana no panteão sumério). A Babilônia (na antiga Mesopotâmia) corresponde hoje à região do Iraque.  Em seguida a descrição do mito, segundo SPALDING, 1995, p. 96 e farei algumas correlações:
Ishtar resolve descer aos infernos em busca de irmão amante Tamuz. “Logo ao chegar a porta, parlamenta com o guardião. Ereshkigal [senhora dos infernos], feliz com essa nova presa, ainda que fosse sua irmã,  ordena que a deixem entrar. A medida que a deusa Ishtar transpõe cada uma das  sete (7) portas dos infernos, o porteiro lhe arrebata um dos seus ornamentos: a coroa, os brincos das orelhas, os colares, os porta-seios de metal precioso, a cinta composta de amuletos feitos com “pedras de parto”, os braceletes dos braços e dos artelhos e, finalmente, as “suas vestes de pudor”.  E Ishtar  aparece nua diante das rainha dos infernos; tomada de furor, “sem mesmo refletir”, Ishtar lança-se sobre ela. Então Ereshkigal ordena que seu ministro Namtar lance contra ela, como matilhas desaçaimadas, a multidão dos males. Durante esse tempo, sobre toda a terra, a vegetação definhava e não reverdecia; os animais  não se reproduziam, o marido não buscava sua esposa para atos amoroso.; a esposa não importava com o marido.  Os deuses, aterrados, querem-na libertá-la e Ea cria uma personagem que será sacrificada; essa figura vai procurar Ereshkigal e lhe de para que lhe dê beber dum determinado odre, cuja água, era reservada aos deuses.  “A deusa Ereshkigal, ao ouvir tais palavras, bate nas coxas e morde o dedo”.  Maldiz o mensageiro que não terá por alimento senão “os alimentos das valetas e a água dos condutos de esgoto da cidade”. Como conclusão, forçada pela dúvida pelo pedido do mensageiro, cujo real significado nos foge, Ereshkigal manda que derramem sobre Ishtar as águas vivificantes e ela é reconduzida através das sete portas, em cada, lhe são devolvidos os adornos e suas vestes”.
Ishtar, deusa do amor e da fertilidade é uma das principais do panteão babilônico. Desce aos infernos e em cada portal que passa retira um adorno ou vestimenta, chegando lá despida. Recorremos a alguns conceitos de Jung fazendo algumas analogias: o inferno seria a “sombra”; e ao se despir atravessando os portais estaria fazendo um desnudamento da “persona”, encontrando então seu “self” (encontro consigo mesmo).
A idéia de purificação poderia também estar associada à dissolução da couraça psicológica e física, segundo Reich. Essa couraça possui uma estrutura com sete segmentos de armadura, compostos por músculos e órgãos relacionados. A retirada de cada véu representaria a dissolução das couraças, representadas pelos seguintes órgãos: olhos, boca, pescoço, tórax, diafragma, abdômen e pélvis e seu retorno seria o crescimento psicológico. Ao observar os ornamentos da deusa podemos visualizar que muitos estão sob estes órgãos, além do que, eles ainda possuem uma relação muito próxima aos usados hoje na dança oriental árabe; os brincos das orelhas, seus colares, os porta-seios de metal precioso, a cinta composta de amuletos feitos com “pedras de parto”, os braceletes, usados também nos artelhos, as “vestes de pudor”.  Fato curioso é que a deusa usa uma cinta composta de amuletos feitos com pedras do parto, representando a fertilidade do ventre (retratando o abdômen e a pélvis).  

Bibliografia:
FADIMAN, James e FRAGER, Robert. Teorias da Personalidade. Tradução de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié. São Paulo: Harbra, 2002.
SPALDING, Tasilo Orpheu. Dicionário de Mitologia. 10 ed. São Paulo: Cultrix, 1995.
The New Testament. Disponível em: